Três séculos de história, fé e resiliência nas montanhas de Minas Gerais.

Emoldurado pelas imponentes montanhas de Nova Lima, o povoado consolidou-se no início do século XVIII, ápice da exploração de ouro na região central de Minas Gerais. Batizado oficialmente como São Sebastião das Águas Claras, o arraial surgiu como um ponto estratégico de pouso e abastecimento para os mineradores e tropeiros que circulavam entre Sabará e Vila Rica.
O coração histórico e espiritual de São Sebastião das Águas Claras é a Capela de São Sebastião. Erguida originalmente na primeira metade do século XVIII, a igrejinha guarda a simplicidade característica das capelas coloniais mineiras e permanece como o principal símbolo da fé e resistência cultural da comunidade. Naquela época, a região era atravessada por trilhas densas que serviam tanto ao comércio de provisões quanto às rotas alternativas de escoamento de minério.

Com o esgotamento do ouro de aluvião, o distrito passou por uma reorganização econômica, voltando-se para a agricultura de subsistência e a pequena pecuária. Embora já utilizado desde meados do século XVIII, foi ao longo do século XIX que o nome "Macacos" passou a aparecer com mais frequência em registros oficiais, fortalecendo-se como a principal identidade do povoado perante viajantes e autoridades locais.
Existem duas versões principais para o nome do distrito. A mais lendária conta que o termo surgiu durante o ciclo do ouro, referindo-se aos contrabandistas que, pela agilidade em subir e descer as trilhas fechadas para fugir do fisco, eram apelidados de "macacos" pelos soldados da Coroa. Outra versão, mais pragmática, aponta para a vasta fauna da região no século XVIII, onde a grande quantidade de primatas nas matas ciliares era um ponto de referência geográfico constante para os viajantes.

A partir da segunda metade do século XX, o distrito foi descoberto pelos moradores da capital, Belo Horizonte, atraídos pela proximidade e pela paz das montanhas. O que era um pacato arraial transformou-se em um dos principais polos de lazer do estado, famoso por sua gastronomia refinada, pousadas charmosas e esportes de aventura.
Recentemente, o distrito demonstrou uma resiliência admirável ao enfrentar os impactos da atividade minerária na região. Hoje, Macacos reafirma sua vocação como um santuário ecológico e cultural, onde o visitante pode desconectar-se da pressa urbana para reconectar-se com as águas claras que, há trezentos anos, deram nome a este lugar mágico.
Uma jornada através do tempo que moldou a identidade deste vilarejo único.
Formação do arraial por bandeirantes e mineradores durante o Ciclo do Ouro.
Construção da primeira Capela de São Sebastião das Águas Claras.
Registro no censo da Vila de Sabará com o nome já consolidado de 'Arraial de Macacos'.
Reforma da capela dedicada a São Sebastião das Águas Claras, padroeiro do distrito.
Leis provinciais referem-se ao local como 'Macacos', evidenciando o uso oficial do nome popular.
Início do turismo de natureza, com trilhas, pousadas e esportes ao ar livre.
Mobilização comunitária em defesa do meio ambiente e do patrimônio histórico.
Consolidação como destino de bem-estar, ecoturismo, gastronomia e cultura em Minas Gerais.
Agora que você conhece a história, descubra tudo o que Macacos tem a oferecer hoje.